domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ano Novo na Ucrânia

Jonatan tirando neve no quintal de casa

Janeiro de 2010

Os primeiros dias do ano novo foram passados dentro de casa, pois a neve e o frio deixavam esses brasileiros com receio de sair.

As árvores ficaram lindas com toda aquela neve

A temperatura havia caído bastante e tudo foi ficando cada vez mais branco. E pouco a pouco percebemos que a paisagem nevada é muito bonita. Claro que sair para fora de casa não era nada agradável.

Rua em frente de nossa casa

Um sábado que ficamos e casa e assistimos os cultos pela televisão a temperatura chegou a inacreditáveis -24 (isso mesmo, 24 graus negativos).
Mas fomos à igreja no último sábado do ano de 2009 apesar do frio.
De carro até que não é difícil, mas de ônibus, metrô e bonde, fica um pouco mais difícil.
Estamos indo ao que eles chamam de igreja internacional. O motivo é que tem pessoas de diversas partes do mundo. E o culto é traduzido para o inglês.
Aqui temos como amigo latino o Mário, um panamenho que vive na Ucrânia. Mas ainda não encontrei nenhum brasileiro. Mas em compensação fizemos amizades com diversos irmãos ucranianos, americanos, russos e outros que eu nem imagino de onde são. Lêmbre-se de que eu não falo a língua deles ainda.
Tivemos Santa Ceia no último sábado do ano e nos convidaram para passar o final do ano juntos em uma casa dos irmãos.
Chegou o dia 31 e o pastor nos ligou e perguntou: "Vocês vêm?"
Com todo aquele frio, a vontade era dizer: "Sinto muito, quem sabe no próximo ano ."
Mas ele fez tanta questão, que eu e o Samuel nos aventuramos a sair. A Priscila não estava muito bem para sair em uma noite tão fria.
Andamos os 800 metros pela neve até o metrô. A temperatura era em torno de -10.
O pastor estava nos esperando na estação e andamos até o apartamento onde estavam nos esperando.
Curiosamente, a maioria não falava inglês, e isso, claro, dificultou nossa conversa.
O programa iniciou com algumas palavras da Bíblia por nosso pastor e depois oramos juntos. O apartamento era simples, mas percebi que havia um grande amor que unia aqueles irmãos.
Mas eles foram muito amáveis e jantamos juntos. Claro que tinha sopa, repolho, cenoura e batata. Mas tinha outras coisas mais, inclusive alguns bolos.
Depois tivemos um animado Amigo Secreto onde eu ganhei um Novo Testamento em russo, que creio será muito útil.
Depois de algum tempo, disse a eles que tinha que ir embora, afinal de contas a Priscila tinha ficado em casa. Mas eu tinha um outro convite: o Pr. Daniel Reband convidou-me para passar o final do ano com eles.

Jonatan em frente à União Ucraniana, chegando ao trabalho um dia pela manhã

Cheguei em casa, já eram mais de 9 da noite. Liguei para o Pr. Daniel e ele disse: "Venha! Estamos esperando com a ceia na mesa."
Não teve como dizer não. A casa dele é apenas uns 30 metros de nossa casa. Mas não importa a distância, se o frio é de -10, você tem que se proteger todo.
Ele e a esposa estavam esperando. Ele também não é Ucraniano e estava longe da família, assim nos unimos e sua esposa, a Ludimila, tinha feito muita comida. Tivemos que comer de novo, ainda que só um pouquinho.
Pouco antes da 1/2 noite nos despedimos e fomos para casa. Teve alguns fogos, mas nada se compara com o que estávamos acostumados no Rio ou em São Paulo.

Samuel brinca com bola de neve

Estudando Russo
Nesse prédio funciona a escola onde estudamos russo

Dia 11 de janeiro as aulas de russo recomeçaram. Temos esperança de que a cada dia aprendamos um pouquinho mais.
Quando chegamos, eles disseram que em três meses aprenderíamos russo, mas eu sinceramente duvido. Quem sabe em três anos... (rsrs)
Mas não desanimamos. Vamos estudando, brincando com o estudo e olhe que até parece que está mais fácil.

Vista de Chisinau, num domingo de incríveis -22

Visitando Chisinau pela primeira vez

No dia 21 de Janeiro saí com o Pr. Daniel e o Pr. Peter em direção à Moldova (Moldávia). Vamos transmitir ao vivo um evento evangelístico que ocorrerá em março.
Estávamos levando boa parte do equipamento.
Normalmente, no Brasil, colocamos tudo em cases e embalagens apropriadas, mas o Pr. Daniel pediu-me que pusesse tudo em pequenas peças e embaladas de forma mais caseira e dentro de sacolas que não chamassem a atenção. Portanto tínhamos conosco alguns equipamentos todos embalados de forma totalmente diferente.

Igreja número 4 em Chisinau, Moldova

O dia 21 amanheceu nevando e o frio passava dos -14. Mas mesmo assim saímos de casa por volta das 15 horas. Anoiteceu logo, pois aqui, nessa época do ano, anoitece às 16 horas.
A estrada me parecia muito perigosa coberta de gelo e neve. A neve caía fininha. Dentro do carro, embora o aquecedor estivesse ligado, estava frio. Eu estava todo encapotado, com luvas, boné com protetor de orelhas, cachecol, mas confesso que estava com frio.
Já eram perto de 9 horas da noite quando chegamos na pequena cidade da fronteira com a Moldova. O Pr. Daniel telefonou e logo apareceram nossos irmãos. Eram cerca de 4 ou 5. A neve caía agora mais abundante e nós ali fora no frio e na neve, fizemos oração agradecendo a proteção de Deus e pedindo que Ele nos ajudasse a levar os equipamentos para o outro lado da fronteira.
Um a um aqueles irmãos colocaram nossos equipamentos em suas sacolas e saíram em meio à noite fria com a neve caindo.
O Pr. Daniel me pediu para entrar no carro. Ele tem sido muito cuidadoso comigo. Ele sabe que eu não estou acostumado com esse clima e posso ficar doente mais fácil do que eles que nasceram por aqui.
Chegamos à fronteira perto de 10 da noite. Confesso que parecia cena de filme. A antiga fronteira, da época dos soviéticos, ainda mantêm um ar de algo proibido e misterioso.
Como não é comum um brasileiro por essas bandas, os guardas olhavam meu passaporte como se estivessem vendo um alienígena. Talvez uma celebridade. (rsrs)
Passamos pela fronteira da Ucrânia e entramos em uma ponte estreita que nos levou ao outro lado do rio. Agora estávamos na Moldova (Moldávia).
Alí aconteceu a mesma coisa. O guarda olhava com curiosidade o passaporte brasileiro. Ele confessou que nunca tinha visto um brasileiro passando por aquela fronteira. Realmente eu era uma "celebridade".
Do outro lado, em frente a um supermercado fechado, estava um carro parado. O Pr. Daniel disse: "São os nossos irmãos. Eles vão nos guiar pela estrada por um tempo."
Iniciamos agora a nossa viagem agora por uma estrada pior ainda.
Na verdade, como queríamos passar com os equipamentos pela fronteira, tomamos umas estradas que não tem muito trânsito. E com toda aquela neve caindo vimos alguns acidentes. Felizmente o anjo do Senhor esteve nos guardando. É muito perigoso viajar à noite com toda aquela neve e gelo no asfalto. E não pense que o Pr. Daniel ia devagar, ele tem um pé bem pesado.
O carro ia á frente abrindo caminho. Na estrada eu via apenas o sinal de pneu do carro da frente, e isso indicava que ninguém estava passando por aquela estrada. Comecei a pensar no que ocorreria se o carro quebrasse por ali. Afinal já estávamos na estrada por uns 15 minutos e eu ainda não tinha visto nenhum carro vindo na direção contrária.
Depois de aproximadamente 1 hora, o carro parou em um posto de gasolina, que obviamente estava fechado.
Começou agora o processo de colocar os equipamentos de volta ao carro do Pr. Daniel.
Nos despedimos. Eles voltaram e nos seguimos em frente. Agora estávamos sozinhos de novo na estrada.

Equipamentos do jeito que embalei para a viagem.

Chegamos em Chisinau, perto de 2 da madrugada. A neve tinha diminuído e o Pr. Daniel começou a procurar a União Adventista da Moldova. Demoramos cerca de 1/2 hora tentando achar o caminho, mas finalmente chegamos ao lindo prédio da União. Descemos do carro e nos dirigimos para o último andar onde há um apartamento com três camas.
Não foi preciso muito esforço para dormir.

Fachada da União da Igreja Adventista de Moldova

A manhã daquela sexta-feira foi gasta visitando o lugar onde seria feita a transmissão, comprando material para o cenário e tentando comprar alguma coisa que precisávamos para a transmissão. Deixamos para almoçar depois das 15 horas, pois tínhamos que aproveitar o dia. O por-do-sol seria às 16:30.
Naquela sexta à noite fui à igreja que fica ao lado da União. O frio continuava em torno de -17, mas a igreja, que cabe uns 250 membros estava cheia. O Pr. Peter (da Divisão Euro-Asiática) pregou. Eles conseguiram alguém que falava espanhol, e ela foi traduzindo para mim.
No final do culto veio o convite para pregar. Aceitei pregar em espanhol, para que a pessoa traduzisse para o Romeno.

Igreja no prédio da União da Moldova. Preguei nessa igreja em espanhol.

Pregando em espanhol na Moldova

O sábado continuava frio. Na verdade, o aquecimento do prédio não estava dando conta do recado, eu dormi todo encapotado e com várias cobertas para não passar frio.
Quando cheguei à igreja, eram perto de 9:00 e a igreja já estava com muita gente. Falei com minha tradutora sobre o que falaria. Repassei o sermão com ela, pois assim ela se familiarizaria com o que eu iria falar. Mas eu alertei, que poderia mudar tudo se achasse que deveria. Ela riu.
Houve lindas mensagens musicais e chegou a hora do sermão. Eu estaria pregando em espanhol, ela traduziria para o Romeno, que é a língua falada na Moldava, e uma câmera de TV levaria minha imagem para outra sala onde estariam traduzindo para o russo.
Falei sobre o trabalho da TV no Brasil, do sonho que temos para a nossa divisão, aqui na euro-ásia e sobre as conferências que ocorreriam em março. O tempo passou tão rápido, que o sermão que eu tinha preparado, ficou para mais tarde.
De fato o pastor da igreja me convidou para pregar de novo à noite.
Às 17:00 horas, lá estava eu de novo. Dessa vez preguei o sermão que havia preparado. A igreja estava cheia e o frio continuava forte. O culto foi até 18:30, mas os irmãos pareciam que não queriam ir embora. Impressionante.
Aquela noite foi excepcionalmente fria. O domingo amanheceu com um lindo sol, mas com -22. Saí fora para fazer umas fotos, mas era torturante tirar as luvas para fotografar. Tudo dói. E se não tomar cuidado se congela. O vento era muito forte, o que fazia com que a sensação térmica fosse de -30 ou mais baixo ainda.

Jardim da União da Igreja Adventista na Moldova

Voltamos pra casa naquele domingo.
Moldova é um país que ainda está alguns anos atrás do Brasil. Na verdade algumas coisas que eu vi aqui, nós já não temos mais no Brasil.
Fizemos o mesmo caminho de volta. No caminho, estava muito frio, o gelo se formava na janela do carro, por dentro. Eu tentava tirar, mas não dava. Se eu molhava um pano e passava na janela, isso só fazia juntar mais água para congelar. Portanto me conformei em meu banco e juntei as pernas e as mãos e torci para a viagem ser rápida. Mas eu sabia que 500 quilômetros em estradas não boas e com neve nunca é rápido.
No meio do caminho fiquei com vontade de usar o banheiro. O Pr. Daniel parou para abastecer o carro e eu aproveitei. Me disseram que o banheiro era no fundo. Fui para o fundo. Olhei e vi uma escada com neve de ambos os lados, mas alguém tinha retirado a neve do caminho. Lá estava a "casinha" com duas portas. Quando abri a porta quase não podia acreditar. Só tinha visto aquilo quando era menino no interior de São Paulo na década de 60. Realmente era uma volta no tempo. Eu estava entrando em uma "privada".
Os mais novos, com certeza não têm idéia do que eu estou falando, mas é uma espécie de banheiro, com um buraco no chão, com visão de tudo o que tem lá dentro.
Claro que como estava nevando, tudo estava congelado, portando o mau cheiro não estava presente. Ainda bem. Não tinha escolha, era aquele ou atrás do gelo.
Chegamos em casa as 3 da madrugada. Foi uma experiência que eu voltaria a fazer no mês seguinte.

Cortinas de gelo

O frio foi criando longas pontas em nossa janela formando um pingentes parecidos com aquelas formas que se encontram nas cavernas. Mas eram bonitas de se ver, mas tivemos que quebrá-las para evitar algum acidente. Se alguma daquelas pontas caíssem sobre alguém poderia ferir gravemente.
Apesar do frio tudo continua como se nada estivesse acontecendo, portanto íamos ao trabalho, a escola e ao supermercado.
Me lembro de um dia em que a Priscila foi com o Samuel ao Supermercado e ela comprou água mineral em um vasilhame de 6 litros. Como o super-mercado está a cerca de 800 metros de casa ela veio trazendo a água mineral segurando por uma espécie da argola que tem no vasilhame. Quando chegou em casa, teve uma surpresa: a água estava começando a congelar. Havia diversos pedacinhos de gelo dentro do vasilhame. É frio para ninguém por defeito.
Enquanto isso no Brasil o calor estava fazendo o povo derreter.
Carro do Hope Channel coberto de neve

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Quinta Semana na Ucrânia

Dezembro de 2010 - 5a. Semana
As semanas vão passando e a gente acha que as coisas vão se tornando normais. Mas durante essa semana em especial o inverno começou um pouco mais forte. As temperaturas baixaram bastante e o frio tornou-se mais intenso.
Torres da União Ucraniana Adventista, o castelo de Deus, meu local de trabalho

O Pr. Reband corre contra o tempo para instalar internet em nossa sala, pois se a neve começar não há como passar os cabos. Felizmente consegue e o cabo é passado. Mas ainda falta muita coisa para termos um lugar apropriado para trabalharmos. Isso para um departamento de comunicação, pois no quesito lugar a União é o nosso castelo, ou talvez devêssemos dizer que é o Castelo de Deus.

Nossa escola onde estamos aprendendo a língua russa

Esta foi a nossa última semana de aulas da língua russa, a escola entrou em férias e só retornaremos em Janeiro no dia 11. Afinal dia 7 de janeiro é natal.
Natal?!
Pois é, aqui eles comemoram o natal no dia 7 de Janeiro, pois a Igreja Ortodoxa assim o comemora tradicionalmente.

Igreja Ortdoxa vista de uma das janelas da União Ucraniana

E no dia 25?
Bom, teremos natal em 2009, e logo no início de Janeiro, natal em 2010.
Quinta-feira tomei a decisão e saí para cortar o cabelo. Entrei em um lugar que cria cortaria meu cabelo. Eram 10 da manhã. Perguntei através de gestos se ali cortava cabelo de homem, e ela respondeu que sim, mas apenas às 11 horas.
Ok! Volto mais tarde.
Não voltei e continuei mais um final de semana cabeludo.

Algo aconteceu comigo na quinta-feira, desci pelo lado errado do metrô e me atrapalhei todo, mas teve o lado positivo pois vi uma loja de instrumentos musicais. E o Samuel quer, porque quer um violão ou uma guitarra.
À noite, muito frio e uma fina neve caindo. Saí com o Pr. Daniel de carro, mas o trânsito estacionou. A neve já fazia com que os carros andassem bem devagar, mas aquilo era 100 metros por hora. Alguns motoristas estacionaram na calçada e foram embora de metrô.
Decidi parar em uma loja e comprar um aquecedor, uma TV e um receptor para satélite (quero assistir ao Hope Channel daqui.).
Uma hora depois, o trânsito está igual. Mas andando um pouquinho mais. Logo a frente, vimos uma das causas, um bonde batido em um automóvel. Claro que devido a neve que caía.
Desviamos por uma lateral, no caminho vi os termômetros nas ruas marcando -11.

Sexta-feira, em busca de uma guitarra

Saí com o Samuel as 11 horas da manhã para comprarmos seu presente de natal, um violão ou uma guitarra. O frio era muito forte. Depois de pesquisarmos em uma loja, decidimos voltar a primeira loja que havíamos estado no centro da cidade. Lá efetuamos a compra.
Compramos em um shopping Center que fica no subsolo da praça central de Kiev, a Praça da Independência. Já havíamos visitado a praça e tirado fotografias ali.

Samuel com seu violão nas costas

Depois da compra fiquei pensando em sair do subsolo e ir tirar umas fotos da praça cheia de neve. A idéia foi boa porque estava um lindo cenário com neve e a árvore de natal imensa montada na praça. Mas o frio doía as orelhas e as mãos que tiveram que ficar fora das luvas para fotografar. (-14 dói)


Quando já estávamos voltando para o metrô, o Samuel leva um tombo no chão gelado. Aqui, com o gelo no chão, todo cuidado é pouco.
Voltamos pra casa felizes com os nossos novos brinquedos. Montei a TV, e pudemos assistir um montão de canais em línguas estranhas que não faz parte do nosso vocabulário. Quem sabe um dia?

Sábado a temperatura despencou e nevou o dia todo. As temperaturas foram a -24. Mas mesmo assim acompanhei o Pr. Reband até o estúdio para uma gravação noturna do programa “Manhã de Esperança”. Ele chegou em casa com sua esposa Ludmila que trazia um casaco e uma bota para a Priscila. Tem gente que nasceu para agradar aos outros e este casal é um deles. Pessoas maravilhosas.

Domingo, mais neve e embora o cenário fica lindo, fica um pouco entediante ficar lacrado em casa.
À noite fiquei com o Pr. Reband verificando o que ainda falta para a campanha evangelística que vamos transmitir ao vivo no mês de março de 2.010.


Dezembro de 2009

Já comecei o dia tirando a neve do caminho. O problema é que se deixa vira uma crosta de gelo que depois só serve para escorregar e cair.
Fui caminhando para o metrô, um frio de amargar, mas o sol saiu bonito, então vamos lá...
Pelo menos para nós, sexta-feira será natal. E esse natal com certeza será diferente.
Realmente foi. Muita neve. E que cenário bonito ela proporciona. Para nós que vivemos em um país tropical e só vemos neve pela TV, não se tem idéia do que é viver em um país onde as temperaturas chegam a quase 30 graus negativos.

Quatro Semanas em Kiev

O tempo passa rápido demais.

Nessa semana estou lendo um livro de Max Lucado, “Aliviando a Bagagem” e fiquei feliz com a reflexão do lugar onde trabalho. Creio que poderia dizer o mesmo que o pregador Russ Blowers:
“Estou em um empreendimento global. Temos ramificações em cada país do mundo. Temos representantes em quase todos os parlamentos da terra, bem como nas salas de diretoria. Somos pela motivação e alteração de comportamento. Movimentamos hospitais postos de alimentação, centros de gravidez de risco, universidades, editoras e casas de saúde. Cuidamos de nossos clientes do nascimento à morte. Gostamos de seguro de vida e seguro de incêndio. Realizamos transplante espiritual de coração. Nossa Organização original possui todos os bens imóveis da terra mais um sortimento de galáxias e constelações. Ele conhece todas e vive em toda parte. Nosso produto é gratuito (Não existe dinheiro suficiente para comprá-lo). Nosso comandante nasceu numa cidade rústica, trabalhou como carpinteiro, não tinha uma casa, era mal compreendido por sua família e odiado por seus inimigos, andou sobre as águas, foi condenado à morte sem julgamento, e ressuscitou da morte. Eu falo com Ele todos os dias.”

Falta internet, móveis pra sala, agasalhos para neve e luvas

Terceira Semana em Kieve

Dezembro de 2010
O tempo passou muito rápido. Ainda não temos internet em casa e nos faltam algumas coisas, mas tudo bem.
Domingo fomos conhecer um bazar. Não é o que você está pensando. Um bazar aqui é uma grande feira, um grande mercado, um camelódromo misturado com lojas e... é uma bagunça organizada. Tem de tudo lá. Roupas, sapatos, material elétrico, comida, móveis, utensílios de cozinha, eletro domésticos, e por aí vai.

Fomos à feira. Comprei um saco de batatas e outro de cenouras. Vi uma maçã da qualidade Djonathan (джонатан) e decidi experimentar pra ver se estava honrando o nome. Tenho que confirmar, o Djonathan (джонатан) é uma delícia.


Mais uma mancada cometida, comprei algumas ameixas secas, na verdade 1 kg. Quando cheguei em casa, eram ameixas defumadas. O cheiro da fumaça não é agradável, mas creio que eles gostam. Estou comendo mesmo assim, custou caro.
Nesta semana vi algo que eu poderia chamar de bizarro. Um vendedor, um camelô, e aqui têm muitos, tomou uma nota de 10 Grivinas e passava por seus produtos, como se estivesse fazendo algum ritual que fizesse aumentar suas vendas. Ele passou a notas pelas maçãs frescas e também pelas secas. Passou pelas folhas de chá que estava vendendo. Nada higiênico. Mas, aqui ainda está um pouco longe da exigência encontradas em São Paulo, e a gente vai se acostumando. As próprias ameixas que comprei estavam em uma caixa de papelão forrada com jornal.
As pessoas guardam de tudo pelo quintal. Parecem que vão precisar de tudo e aí vira um “montão de entulho”. A gente vê tábuas velhas, tijolos, telhas, pedaços de ferro e canos em todo o quintal. No nosso quintal tiramos sacos e mais sacos de entulho e ainda tem coisa pra jogar fora.

Ônibus elétrico em Kiev

Nessa semana decidi achar o lugar que tinha visto homens cortando cabelo e lá fui eu em busca do lugar. Tomei o ônibus elétrico 26 e fiz o mesmo caminho. Ah! O tal “conductor” não apareceu e viajei de graça de novo.
Fui fazendo o caminho de volta, procurando o tal cabeleireiro. O frio estava cortante. Eu me enrolei em meu cachecol, mas o frio passava por dentro dele como se fossem umas agulhinhas perfurando o meu rosto. Devia estar uns 2 graus, mas a sensação térmica era de que a temperatura estava abaixo de zero. Andei, andei e achei apenas um lugar onde se cortava cabelo, mas acho que era de mulher. Parei, olhei. Bonitas mulheres estavam lá dentro. Havia um lugar para se fazer a unha, maquiagem, mas não vi nenhum homem cortando cabelo. Desisti e voltei para casa. Continuava cabeludo.
Na quinta-feira embalei parte do equipamento que irá para a Moldávia para o evangelismo via satélite em Fevereiro. O pastor pretende levá-lo até a fronteira onde irmãos levarão as caixas junto com os seus produtos. Acho que é o jeitinho daqui, vou aprender.
No final da tarde fomos a outro bazar, a meta era comprar um agasalho que agüentasse o frio daqui. Havia tantas opções e olhei um que parecia que o preço me agradava. Na verdade o preço me agradou mais do que o casaco. Eu não queria gastar U$ 100 em um casaco e U$ 50 em um chapéu para o frio. E ainda faltariam as luvas e os sapatos. Seria muito dinheiro para nós, pois até agora não sei qual será o meu salário.
Mas... vi um lugar no mercado que se corta cabelo. E eu tenho a impressão que se corta cabelo de homem. Nesse dia não deu tempo, mas na sexta-feira volto aqui e corto o cabelo.
Na sexta-feira, depois do trabalho, lá estava eu, olhando de novo os casacos, mas não me decidi. Bom, pelo menos cortaria o cabelo. Fui até o, ou a, cabeleireiro (a) e... não havia ninguém. Fui a outro lugar, perto do metrô, onde tinha visto outro salão que poderia ser um lugar que cortaria cabelo para homem. Ninguém lá dentro. Acho que era hora do almoço. Mas já passava das duas da tarde, que almoço comprido.
Mais um sábado cabeludo. “Cadê” (гаде - Gadiê em russo) os barbeiros de Kiev?!!

Segunda Semana em Kiev

Novembro de 2009
Na segunda semana tenho trabalhado junto com o Pr. Daniel para decidirmos que equipamento levaremos para o Evangelismo Via Satélite que será na Moldavia, um país vizinho ao sul da Ucrânia.
Temos aprendido a viver aqui em Kiev. Andar de metrô, fazer compras sozinhos...

Metrô em Kiev

O metrô daqui é outra coisa interessante. Debaixo da terra se encontra de tudo pelo labirinto de corredores que é uma estação de metrô. Ali você pode comprar, roupas, comida, frutas, refrigerantes, remédios, castanhas, jornal, vasos, flores e toda sorte de coisas que você pode imaginar. Outro dia compramos feijão ali.

Um festival de lojinhas em todas estações do metrô

O metrô está sempre cheio e especialmente as mulheres, se vestem muito bem. Usam salto alto e belos casacos com golas de pele. E nós vamos no mais confortável mesmo, jeans e tênis, pelo menos por enquanto.
Ainda continuo procurando o salão para cortar o cabelo, mas onde será que ficam os salões masculinos? Com tanto homem na rua e com os cabelos cortados, deveriam existir centenas de salões masculinos, mas onde estão? Certamente muito bem escondidos, pois não achei nenhum ainda.

Segundo Sábado em Kiev

Estava muito frio e teríamos que andar muito até o metrô (cerca de 800 metros) e depois da estação até a igreja (mais 800 metros) e andar de tênis é fácil, mas para a Priscila andar de salto alto seria bastante difícil. Ainda não sabemos nos comunicar o suficiente para tomarmos um taxi. Decidimos permanecer em casa. Mesmo porque o culto seria apenas para o convívio com os irmãos e uma adoração particular nossa, pois ainda não falamos ou entendemos a língua ucraniana.
À noite nos convidaram para ir até um "JA" (reunião de jovens Adventistas). Decidimos aceitar, apesar do frio. Helena, nossa vizinha, nos levaria até o teatro onde ocorreria o "JA". Ela fala um pouquinho de inglês e com isso poderíamos nos comunicar um pouco.
Tomamos o Trólebus 26 (ônibus elétrico) pela primeira vez. Perguntei a ela onde se pagava, e ela perguntou: “Vocês não têm passe?”
Não tínhamos.
Ela disse, “o conductor é quem cobra.” Entendi que era o motorista e perguntei se tinha que ir até lá na frente para pagar, mas ela não entendeu a minha pergunta.
Enquanto isso o ônibus ia se movimentando e chegou o nosso ponto. Passamos. Ela disse: “Aquela era a nossa estação.” Descemos no próximo ponto sem pagar mesmo, afinal não sabia quem estava cobrando.
Voltamos todo o trecho para pegarmos outro ônibus. Dessa vez achei o tal “conductor”, que na verdade era uma espécie de cobrador. Mas quase todos recebem passes no trabalho ou tem uma carteira que dá direito a usar o transporte. Comprei os três bilhetes e ela pediu-me que os furasse em um aparelho perto da porta feito especialmente para isso, para mostrar que o bilhete já tinha sido usado. Ela me explicou que se eu não fizesse isso as pessoas pensariam que eu estava mal intencionado. Como não havia data no bilhete, se eu picasse hoje, agora, depois, no mês que vem, eu poderia dizer que tinha comprado e picado naquele momento, mas... cada país tem os seus costumes. Descobrí alguns meses depois que de vez em quando um fiscal pede os bilhetes e confere a numeração para ver se é da data corrente.
Ainda havia mais um transporte, o metrô. Comprei as fichas para a ida e para a volta. O bilhete do metrô daqui é uma ficha de plástico na cor azul claro. Coloca-se em uma abertura e a luz verde se acende liberando você para passar.
Chegamos ao teatro onde seria o JA (Culto Jovem). Helena me explicou que cada sábado o JA é em um lugar diferente e promovido por uma igreja diferente. O teatro estava cheio. Não havia mais lugar para sentarmos, mas novamente a bondade para com os estrangeiros apareceu e nos deram três lugares. Sentaram-se a Helena, Priscila e o Samuel. Eu fiquei de pé, resistindo bravamente.



Encenação com mímicas no JA

O programa foi animado e consistiu de um momento de louvor e oração, músicas especiais e encenações de peças através de mímica. A platéia muito disciplinada assistia tudo. O ponto alto foi o sermão, que não entendi praticamente nada, mas parece que os jovens gostaram. O pastor era um jovem de uns 30 anos e falou de forma entusiasmada.

Voltando de Metrô

Na ida eu vi um lugar onde estavam cortando cabelos de homens. Uau! Achei!
Perguntei para a Helena: “Aqui se corta cabelo de homem?” Ela disse: “да.” (sim) Agora que já sabia onde era (pelo menos pensei que sabia) voltaria outro dia para cortar o cabelo.
O retorno nem me preocupei com o tal “conductor”. Se ele quisesse o meu dinheiro que viesse cobrar. Não veio e eu não o vi. Então, viajamos mais uma vez de graça.
A mancada da semana foi comprar água mineral com gás, quando eu queria sem gás. Tomamos água gasosa mesmo, afinal não podia desperdiçar nenhum centavo. Estamos aprendendo.
Agora já sei, água sem gás é a негазоваиа вода. Viu como é fácil? Como é que eu fui me enganar?

Primeira Semana em Kiev

Parque perto de nossa casa no finalzinho do outono

Eu fazendo pose para foto

Priscila caminhando pelo parque

Samuel no parque perto de casa.

Em nossa primeira semana, comprei um mapa, sempre com a ajuda do dicionário, porque poucos falam inglês por aqui, e nos aventuramos a passear de metrô.
Visitamos um parque perto de casa, mas que no outono fica todo sem folhas (ou quase, ainda havia algumas). A paisagem outonal é bonita, mas triste, bucólica.

Jonatan e Priscila na estação do metrô Dniprô

Andamos pelo centro da cidade e pudemos ver muitos parques. Saberia depois que só na orla do Rio Dnipro existem mais de 16 km de parques. Muitos novos lugares para conhecermos.
Decidimos sair em uma das estações do centro de Kiev, mas quando vimos o tamanho da escada rolante a sua inclinação ficamos assustados. A Priscila achava que ia cair. Parecia que não tinha fim. Depois de mais de 50 metros subindo, que durou cerca de 3 minutos, parece que chegamos ao fim. Não! Havia outra escada do mesmo tamanho. Ou seria maior?
Priscila na escada rolante em Kiev

Saberia dias depois que ali era um abrigo anti-nuclear. Pude então notar as grossas portas, com cerca de um metro de espessura, que se fechariam em caso de ataque nuclear. Coisas da época da guerra fria.
Posteriormente, andando pelo metrô e conhecendo novas estações, percebi que muitas delas tinham esse tipo de abrigo subterrâneo e longas escadas rolantes.

Samuel na escada rolante

Visitamos o centro e conhecemos a bela Praça da Independência. Descobrimos que embaixo da praça fica um shopping Center e fomos visitá-lo. As lojas eram de grifes caras e havia muitas lojas de jóias que com certeza eram caríssimas.
Depois de um bom tempo caminhando decidi procurar um banheiro. Não foi difícil e logo descobri um. O estranho é que a entrada feminina e masculina eram juntas e no momento pensei se o banheiro era unisex. Ao entrar tinha-se que pagar a quantia de 2 Grivinas (U$ 0,25). Algo mais estranho, o papel higiênico estava disponível na entrada, portanto pegue o precisar, porque depois não terá mais. Peguei.
Ao entrar, me perguntei algumas vezes: “Como um shopping com lojas tão bonitas e de marcas famosas podia ter um banheiro tão sujo, com mictórios quebrados e tão fedorento (desculpe a palavra, mas é a única que me ocorreu para mostrar a minha frustração).
Priscila na Praça da Independência

Jonatan e a estátua da Praça da Independência

Samuel no centro de Kiev - Av. Crexat

Durante essa primeira semana procurei um lugar para cortar o cabelo, mas não encontrei. Vi alguns lugares que parecem ser para mulheres e não me atrevi a entrar, mesmo porque não sei perguntar e não vou entender a resposta.

Primeiro Sábado


No primeiro sábado fomos a Igreja Central de Kiev, uma linda igreja recém inaugurada. Embora não entendêssemos a língua, uma moça que morou na Austrália, Lívia, traduzia o sermão para mim e eu tentava traduzir as melhores partes para o Samuel e a Priscila.

Igreja que visitamos no primeiro sábado em Kiev

A igreja é bem quentinha, mas, todos entram com seus casacos e os colocam no banco à sua frente.
Almoçamos na casa do diretor do Canal da Esperança da Ucrânia, Damien e conversamos até o sol ir embora. O sol vai embora cedo, aqui em Kiev, nesta época do ano, às dezesseis horas o sol já se foi.
O sol nunca brilha a pino. Ele sai no horizonte, caminha no horizonte e morre no horizonte. Assim ele sempre está do mesmo lado, um pouco mais pra esquerda ou para a direita, mas sempre lá no horizonte na posição “15 horas” do Brasil.
O amanhecer também é estranho (pelo menos para nós). Às dezoito horas parece ser tarde da noite. Mas, as duas da manhã parece que a lua chegou e há uma pequena claridade, mas ainda é noite. Apenas as 8:30 é que o sol sairá no horizonte e se levantará um pouquinho.

2009 - Primeiros dias em Kiev, capital da Ucrânia

Saímos do aeroporto e lá estava o Pr. Daniel Reband que veio nos recepcionar e nos buscar pessoalmente. Com seu sotaque russo nos saudou com um grande sorriso.
No caminho para a nossa nova cidade olhávamos com curiosidade para tudo. Kiev é uma cidade grande, mas muito diferente de nossas cidades. Dizem que aqui vivem cerca de 5 milhões de pessoas.

Prédio onde trabalho no quarto andar

Fomos levados ao prédio da União Ucraniana, onde jantamos. Havia uma sopa quentinha (típica da Ucrânia), salada, pão... Não estranhamos a comida. Naquela mesma noite nos levou ao estúdio da TV Ucraniana (Nagie Canal, Canal da Esperança em língua ucraniana.). E só depois de algum tempo fomos para a nossa nova casa.

Nossa casa em Kiev

Eles haviam reformado uma casa (pelo menos por dentro) e a mobiliaram parcialmente para nós. Portanto tínhamos camas, guarda-roupas, fogão, geladeira (novinha, ainda dentro da embalagem), máquina de lavar roupas (ainda sem instalar), armários, pratos, algumas panelas, talheres... quase tudo o que necessitávamos.

Nossa nova cozinha

Fomos rapidamente a um super-mercado para comprarmos algumas coisas. É difícil escolher quando você não lê o idioma. E comprar coisas que não gostamos não foi possível evitar. Comprei molho de tomate doce, que não é o que eu aprecio. Mas a maior parte das coisas eram comestíveis. Claro que ainda faltava o arroz com feijão. Descobriríamos depois que arroz tem bastante, e até que tem feijão também, apenas tem que se procurar nos lugares certos.
Na hora de pagar a conta o Pr. Daniel disse: “Essa primeira eu pago, mas a próxima você paga.”
Eu brinquei com ele dizendo: “Se eu soubesse que o senhor pagaria a primeira compra eu iria primeiro comprar um carro.”
Perceberia depois que carro é um artigo de luxo por aqui, e se eu usasse um automóvel da mesma maneira que usava no Brasil, um tanque por semana, eu usaria mais da metade do salário máximo de um pastor na Ucrânia apenas com combustível.
Ainda não deixamos de lado o sonho de comprar um carro por aqui, ainda que seja apenas para ir para a igreja nos Sábados ou conhecermos um pouco das cidades do interior, mas não sei se teremos dinheiro para a compra de um carro tão cedo. Eles custam menos que no Brasil, mas também ganhamos bem menos por aqui, e no momento a preocupação é com o inverno. Temos que comprar agasalhos e roupas mais quentes, apropriadas para um inverno de graus negativos.
Dentro de casa é ótimo. Tudo quentinho. Mas colocar os pés para fora de casa é um martírio. Muitas vezes o vento faz com que a cabeça doa e o rosto queime com o frio. Talvez porque não estejamos acostumados.
Começamos as desfazer as malas e tentar por tudo em ordem. Uma tarefa difícil, mas muito mais fácil do que em outras mudanças, tendo em vista que todos os nossos móveis ficaram no Brasil.

O Envelope do J

O amigo J. Washington me deu um envelope quando estava saindo da Novo Tempo e disse: “Abra apenas quando chegar na sua nova casa.”
Bem, estava na minha nova casa e era a hora de abrir. Entre o que ele escreveu estava uma crônica bem humorada usando os nomes dos CDs, DVDs e programas do Rádio e da TV Novo tempo e minha família.
O título é O “Bombril” da Novo Tempo:

"Jonatan Conceição hasceu no dia 4 de abril de 1957, em Santo André, São Paulo. É formado em Educação Artística, Música, Administração Escolar e Teologia. Há mais de três décadas está casado com a professora Priscila Gordim Conceição. O casal tem dois filhos, Jonathan e Samuel.
De 1978 a 1988 Jonatan deu aulas em diversas escolas. No final de 1988, foi o primeiro diretor da Central Adventista de Vídeos Educativos em São Paulo. Em 89, começou a trabalhar no estúdio de TV da Voz da Profecia. Muitos programas tiveram o toque artístico de Jonatan. Fé Para Hoje, Adsat em Louvor, Encontro Com a Vida, Jesus a Voz de Deus, A Voz da Profecia e Está Escrito são alguns deles.
Quando inaugurada a TV Novo Tempo em espanhol, Jonatan passou dois anos como gerente de produção. Em 2006 assumiu a direção da Novo Tempo em Português e em espanhol, cargo que ocupou até maio de 2008.
Os últimos trabalhos da Rede Novo Tempo foram a produção do Evidências e a apresentação do Lições da Bíblia, programa que já foi visto por mais de um milhão de pessoas na internet. Participou também do Lições da Bíblia especial na Rede Novo Tempo de Rádios.
Jonatan colaborou diretamente para o sucesso da Rede Novo Tempo. Filmando, editando, dirigindo, motivando, diante ou atrás das câmeras, produzindo ou sendo produzido, suas características são notáveis. Assim como CAIXA DE MÚSICA, Jonatan, ao longo dos anos, foi tocando sua VIDA E SAÚDE, história que pra ser contada em REVISTA... O PERFIL de Jonatan é do tipo de gostar de um LUGAR DE PAZ.
Pesquisador, não foge da MIRA DA VERDADE, vive de OLHO NAS ORIGENS e busca o CÓDIGO ABERTO. Nisso tudo o SALDO EXTRA é MAIS SUCESSO e QUALIDADE DE VIDA. Jonatan, SUA CASA, é UM LAR, sua espos;, SEMPRE MULHER ao seu lado, seus filhos; CONEXÃO JOVEM. Saibam que seus AMIGUINHOS aqui dessa TELA ESPECIALM querem que vocês sejam felizes onde estiverem.
JONATAN O. CONCEIÇÃO, “O” de O esposo, O pai, O profissional e O religioso.
Jonatan de Oliveira Conceição, trabalhador da obra de comunicação na Igreja Adventista do Sétimo Dia. O que dizer mais desse nosso colega de TV, antes do intervalo?
Jonatan tem dedicado a vida ao Mestre. É um homem de PRINCÍPIOS. A cada dia busca um NOVO TOM. Ele crê que UM NOVO DIA CHEGARÁ, e EM NOME DE JESUS, CHEGOU A HORA, logo-logo haverá uma grande CELEBRAÇÃO, e Jesus que é o DESEJADO DE TODAS AS NAÇÕES, O CAMINHO, ao terminar A ÚLTIMA BATALHA, o GRANDE CONFLITO, vai transformar essa TERRA SECA, e levará OS HERÓIS DA FÉ para uma nova COMUNHÃO.
Jonatan sabe que VALE A PENA ESPERAR, que são muitas EVIDÊNCIAS e Jesus de BRAÇOS ABERTOS, dirá ao retornar, AQUI É O SEU LUGAR. Aí ouviremos a MÚSICA CELESTE e reconheceremos: O SONHO DE DEUS É MAIOR e AQUI CHEGAMOS PELA FÉ.
Jonatan, VIVA COM ESPERANÇA, jamais se afaste do FOGO DIVINO, e se a dúvida chegar: POR QUE Ó PAI? Ore: Senhor CREITO EM TI, TOQUE MINHAS MÃOS, pois FUI CHAMADO POR CRISTO.
Amigo, siga CONQUISTANDO A SUA COROA, FAÇA A DIFERENÇA, tenha CHUVA DE BÊNÇÃOS e não esqueça; VOCÊ FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA. É o desejo de sua FAMÍLIA NOVO TEMPO.
Jonatan, Priscila, Samuel e Jonynho, quando a saudade apertar lembrem-se; é só um pouquinho mais. Breve Jesus vem nos buscar, todos estamos aqui só DE PASSAGEM."

No final escrito à mão ele colocou:
"Jonatan chegou a hora?
Não dá mais para voltar
O barco está em alto mar;
O mar é Deus, o barco é você,
E o vento que sopra pra frente
É o amor de Deus.

Que o amor de Deus lhes acompanhem!
Saudades
Família Alves"

Admiro o “J” por sua garra e determinação. Determinação e garra compartilhada também pela Darleide, sua esposa.
Lembro-me quando o “J” e sua família chegaram a Nova Friburgo. Toda sua mudança cabia no meu pequeno “Puma” (carro esportivo bem pequeno).
Naqueles dias eles ficaram em minha casa. O “J” gastava o sapato subindo e descendo as ladeiras de Friburgo tentando vender assinaturas de revistas e livros. Muita luta, muita garra, muita determinação, mas também muita confiança em Deus e paciência.
“J”, Darleide e Suedaleif, vocês lutaram e venceram e estão caminhando para o prêmio final. Quero convidar a vocês para ficarem de novo na minha casa. Mesmo que seja apenas por alguns dias.
Não estou me referindo a Kiev, estou me referindo à minha casa no Céu. Aceitam?!