quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Igreja na Moldova (Moldávia)

Moldova, um pequeno país com pouco mais de 
33.000 km quadrados e 4 milhões de habitantes.

Essa é Chisinau, capital do país com cerca de 800.000 habitantes

Claro que não é todo dia que está nevada. E é cercada de 
vinhedos que hoje, no inverno,  eu só posso imaginar como 
devem ficar lindos carregados no verão.

Mas o inverno também tem suas belezas.

Infelizmente não conheço muito da história de nossa igreja nessa região, mas pretendo descobrir mais e repartir com vocês aqui no meu Blog.


Primeiro colportor Adventista na Molodávia (1933)

Primeira igreja (casa igreja) fundada em 1933

Grupo de colportores no início dos anos 30

Com a entrada da União Soviética, a religião foi restringida. Os colportores não tinham mais liberdade e nem havia liberdade de imprensa. E a Bíblia se tornou um livro proibido. A solução era copiar a Bíblia à mão ou em máquinas de escrever. Ainda hoje no museu da União se pode ver alguns livros desse época.

Bíblia antiga datilografada

Máquina de datilografar usada para datilografar a Bíblia

As Bíblias antigas eram usadas ao máximo, 
porque não se podia conseguir uma outra com facilidade.


Os quatro evangelhos da Bíblia impressos bem pequenos 
para poder passar escondidos da polícia para os 
países dominados pelos soviéticos.

Hinário datilografado

Hinário escrito á mão

Livro de Ellen White datilografado

Trecho da Bíblia copiado a mão e ilustrado com figurinhas

A Moldova que no passado chamava-se República Soviética da Moldávia, enfrentou como qualquer país em tempos soviéticos, muita restrição religiosa. Não era fácil ser Adventista naquela época. Ainda hoje um pequeno museu no prédio da União dos Adventistas na Moldova guarda algumas relíquias, como as que eu coloquei acima. Fico imaginando quanta dedicação, quanto sofrimento e pressão psicológica não viveu esses nossos irmãos.
E pensar que Deus abriu esse país para que a mensagem seja proclamada livremente através dos meios de comunicação.


Outdoor que estão nas ruas de Chisinau


Pode-se ver que há liberdade religiosa quando se anda pela rua e se vê o nosso out door anunciando as conferências à noite. E mais podendo ser transmitida por internet (www.tvhope.net) e por satélite.




Atualmente temos mais de 154 igrejas nesse pequeno país, onde mais de 11.000 membros freqüentam os cultos. Para uma população de pouco mais de 4.000.000 de habitantes, temos então uma proporção de 1 Adventista para cada 375 não Adventistas.

Irmãos da Moldova reunidos em um evento especial


Ainda há muito trabalho a ser feito e portanto aqui estamos para ajudar. Me coloquei à disposição do Senhor. Não sei o que eu, alguém tão pequeno, pode fazer. Será que a minha ajuda fará alguma diferença? Só tempo dirá.
Como eu disse: "Senhor! Estou aqui. Me use como uma luva. Se o Senhor acha que eu posso realizar alguma coisa para ti, aqui estou disponível."

Sede da União dos Adventistas do Sétimo Dia na Moldova



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Conferências em Chisinau, Moldova



Quinta-feira, 18 de fevereiro, saí de casa correndo. Já estava atrasado para ir para o metrô. Iria de trem até Sishinau na Moldávia (Moldova).
Ninguém viria me buscar e eu tinha que sair com minha mala pela neve até ao metrô que está cerca de 800 metros de minha casa.
Decidi pegar o ônibus. O primeiro estava lotado e impossível de entrar. O segundo estava lotado, mas consegui colocar a mala no segundo degrau enquanto eu permaneci no segundo.
Dei o dinheiro para que uma pessoa passasse para a outra até chegar ao cobrador. O troco fez o caminha de volta. Agora eu já sabia como as coisas funcionavam no ônibus. Já podia compreender algumas palavras e até alguns números. O meu russo estava progredindo, mas o meu inglês nunca esteve melhor (rsrs).
Alex estava me esperando na estação do metrô.
Tomamos o metro e fomos até a estação Vokzalna, o nome vem de Vokzal (вокзал)
que significa estação de trem.

Estação de trem em Kiev

Chegamos a estação, estava nevando. Tudo parecia bonito com a neve caindo. Havia muita gente na praça e a estação era linda. Dentro então era um cenário de filme.

Meu trem chegando a estação de trem de Kiev no dia da minha partida.

Fui para o portão número dois e logo o trem chegou. Fazia décadas que eu não tomava um trem, portanto era uma experiência mui boa.
Entrei na minha cabine, cabine 5. Realmente o vagão parecia ter saído de um cenário de filme.

Corredor do vagão em que viajei.

Me acomodei e logo chegou mais um passageiro para aquela cabine: era o Yuri.
Ele é professor de uma uversidade em Kiev e conversamos um pouco em inglês.
Havia me esquecido de como as viagens de trem são demoradas. Seria 14 horas naquele vagão. E eu não havia trazido água ou comida.
Depois de uma 1/2 hora a... "tremoça" (como é que se chama a moça que atende dentro do trem?) nos ofereceu um chá. Eu pedi água, e ela me informou que não tinha. Aceitei o chá.
Tomei o chá, que eu acho que era diurético, pois tive que visitar o banheiro do trem várias vezes depois para por o chá e outros líquidos da Ucrânia para fora do corpo.
O Youri gentilmente quis repartir o seu almoço comigo: pão com salchicha.
Tentei explicar a ele que eu não comia carne. Mas ele insistia que eu tirasse a salchicha e comesse o restante.
O problema é que ele havia colocado o sanduíche no microondas e tudo estava junto.
Ele me ofereceu uma maçã. Comi a maçã.
Mas a sede foi aumentando. Eu com sede e todo aquele gelo lá fora.
Fui procurar o vagão restaurante. Pedi água e o homem me indicou as garrafas de refrigerantes.
Tentei explicar: "Vadá, pajalsta!"
Não adiantava, ele apontava para os refrigerantes. Comprei uma Fanta. Perguntei se podia pagar em Grívina e ele disse que sim. Aproveitei e comprei um pacote de bolacha bem pequeninho.


Foi muito interessante a viagem, pois a última vez que viajei de trem já fazia quase 20 anos.
Cheguei em Sichinau as 11:15 da noite. Confesso que estava com sede e fome. O Pr. Daniel Reband foi me buscar. E eu ainda não tinha saído da cabine e ele já estava lá dentro me ajudando a pegar a bagagem. Ele é realmente formidável.

Estação em que cheguei de trem em Chisinau

Fomos para a casa onde ficaríamos hospedados. Todos já estavam dormindo, pois já era perto da 1/2 noite a hora que chegamos. Ele me indicou uma garrafa de água se eu tivesse sede.
Me ajeitei e fui beber a água, afinal estava com sede.
Olhei para a garrafa na penumbra e pensei: "só falta ser água com gaz."
Porque eu realmente não aprecio água com gaz. Prefiro água natural.
Mas bastou rodar a tampa para perceber... com gaz.
Que fazer? Bebi um copo.

Primeiro final de semana em Sishinau
Na manhã fomos para o desjejum.
Deixe-me contar uma coisa pra vocês. Nesta região não vejo muito tomate e pepino, mas... em compensação temos repolho, cenoura, batata, sopa, pão e chá, em praticamente todas as refeições.
E o café da manhã tinha umas coisinhas de repolho e de cenoura com repolho. Realmente a aparência não me agradou. Mas depois de não ter comido praticamente nada no quinta, tinha que começar a sexta com comida.
Tentei a folha de alguma coisa que cobria a cenoura picadinha com algum repolho. Era... doce. Que coisa... diferente. Doce de repolho. Não gostei, mas tive que comer pelos menos o que eu pus no prato.
Ainda bem que tinha chá e pão com manteiga. Comi bastante.
A sexta-feira foi o dia de ajustes finais para a primeira gravação e transmissão via internet. Todos estavam ansiosos.
No almoço, para variar, sopa de repolho com cenoura, pão e chá.
A tarde chegou e iniciamos a nossa primeira transmissão, tudo correu bem. E na segunda sessão eu fiquei na operação do CCU (aparelho que equaliza as cores e abertura das câmeras).
Logo após o jantar. Já adivinho? Sim a mesma coisa do almoço com pequenas variações.

Igreja no Sábado de manhã

Sábado de manhã acordamos cedo e fui para o desjejum. A coisa doce de repolho ainda estava lá. Não tive coragem de comer, mas o chá com pão e manteiga estavam bom.
O Sábado foi abençoado com louvores, cultos, dos quais eu não entendo nada. Mas posso sentir a alegria e a reverência dos irmãos. Os cultos são feitos em russo com tradução para o romeno.

Igreja onde as conferências estão ocorrendo



À tarde, a igreja esteve cheia e o Pr. Peter Kulakov pregou sobre as profecias de Daniel. Não pensem que eu entendi muita coisa não. É que o nome Daniel é bem parecido e algumas palavras fazem com que a gente perceba sobre o que ele está falando.

A equipe tem trabalhado com muito afinco e amor. Certamente Deus recompensará o trabalho deles.

Enquanto estou escrevendo essas linhas acabei de almoçar, e eu estou me perguntando: "Como podem gostar tanto de cenoura e repolho." O almoço foi sopa de... sim... repolho, cenoura e batata. Havia salada de repolho com cenoura e purê de batatas. Que tal?
Vai gostar de repolho, cenoura e batata, lá na Moldávia e na Ucrânia.

Logo em primeiro plano temos as estrelas principais das refeições: repolho e cenoura. Em segundo plano, mas sempre presente está a fantástica batata. E alguém achou que eu estivesse brincando.

Mas acho que vou sobreviver, pois vejo as pessoas e elas estão coradinhas. Acho que esse menu não tem maiores contra-indicações (com excessão da emissão de gazes).
Claro que eu espero que nenhum Ucraniano, Moldovano (acho que assim que se diz) ou pessoa que vive nessa região se sinta ofendido com a minha brincadeira quanto à comida. Afinal de contas em nenhum momento passei fome. Muito pelo contrário, sempre tivemos em quantidade considerável. E afinal de contas, não é o brasileiro que passa a vida toda comento arroz e feijão todos os dias?

Viajando para o Líbano

Na bandeira aparece o famoso Cedro do Líbano

Já no final do mês de Janeiro fui informado de que deveria ir ao Líbano para umas reuniões do Hope Channel.
Foi então que no dia 28 de janeiro de 2010 fui até a Embaixada do Líbano na Ucrânia para pedir um visto para viajar para Beirute. Estava nevando e saí sem me preocupar em levar todos os documentos necessários para a obtenção do visto. Simplesmente não me passou pela cabeça. Tudo correu bem. Mas poderia ser diferente, pois fui para o consulado sem nenhum documento além do passaporte. Nem a carta que me convidava para o evento levei. Até o endereço do lugar tive que perguntar por telefone. Mas o Brasil tem um lugar especial no coração dos libaneses.
O preço do visto, U$ 35. Perguntei se teria que pagar ali mesmo. Responderam que sim.
Perguntei se poderia pagar em Grívina (o dinheiro da Ucrânia), mas a resposta foi que deveria ser pago em dólares americanos.
Ok! Peguei uma nota de U$100, que tinha trazido comigo, e entreguei à pessoa que me atendia. Ele disse que não tinha troco. E gentilmente me disse que eu poderia pagar no outro dia quando viesse buscar o passaporte com o visto.
Muito bem! Preenchi todo o formulário, entreguei e já ia saindo quando ele me disse:
_Olha, é melhor você pagar hoje mesmo.
Ok! Saí para tentar trocar o dinheiro. O frio estava bem interessante, algo em torno de 10 graus negativos. Havia muito gelo pelo chão o que fazia com que a gente andasse com cuidado para não cair.
No primeiro banco que entrei, não tinha trocado. Fui ao segundo, ídem. A idéia de trocar a nota de 100 em notas menores parecia que não era tão fácil.
Mas no terceiro lugar a pessoa gentilmente trocou a minha nota de U$ 100.
Voltei à embaixada e entreguei o dinheiro. Ele recebeu feliz e me disse para voltar no outro dia para buscar o passaporte.
Pelo que eu notei: "somos amigos, mas, negócios à parte".

Viajando para Beirute

Saí de viagem no dia 08 de fevereiro. O motorista me pegou em casa, e a Priscila foi de carona comigo até a escola. Era dia de aula de língua russa. A neve caía fininha, e confesso que o coração ficou apertado de deixá-la sozinha. Paramos na esquina da escola. Ela teria que passar por baixo da rua em uma passagem e andar umas duas quadras. Ela colocou o seu casaco, que a gente chama de o casacão da ursa, porque é todo peludo e pesado (mas é quentinho) e saiu do carro.
Pouco mais a frente liguei para o Samuel para perguntar se ela já tinha chegado à escola. Tudo bem, estavam lá aguardando a aula.

Aeroporto Borispol em Kiev

Enquanto isso, cheguei ao aeroporto Borispol e fui até o local do embarque. O avião estava atrasado quase uma hora. Fiquei esperando até o momento que pude entrar para fazer o check-in.
Tudo corria bem. Entrei e algo me chamou a atenção: no aeroporto havia um fumódromo. Dentro dele havia diversas pessoas, obviamente fumando.
Fiquei pensando naquelas pessoas presas dentro daquela "caixa de vidro" para poder continuar fumando. Estavam presas ao lugar do vício por que eram prisioneiras do vício.
Muita gente fuma aqui na Ucrânia.
Entrei no avião e fui para o meu lugar.
Como demorou.
A neve foi se acumulando nas asas do avião e tivemos que esperar que um caminhão especial jogasse água (que acho que era quente) com sal nas asas do avião para tirar a neve.
Orei para que Deus nos guardasse. Sempre em uma viajem aérea eu oro para que Deus esteja com o piloto e a tripulação (e claro, comigo). Que Ele sustente o avião e preserve as vidas dos que estão ali dentro.
Minha alimentação vegetariana chegou e pude matar um pouco da fome.
A primeira parada foi em Istambul, na Turquia.
Um lindo aeroporto, digno de primeiro mundo. Ali esperaria por umas 2 horas o próximo vôo que me levaria à capital do Líbano.

Chegando em Beirute
O avião chegou em Beirute perto de 1:30 da manhã.

Aeroporto de Beirute

Tenho tido sorte nas entradas em outros países. Por exemplo, quando chegamos na Ucrânia, tínhamos 9 malas, e as malas pequenas de mão, mas ninguém olhou nada. Não havia nada de errado, mas pelo menos ganhamos tempo.
Mo Líbano foi diferente. Não sei se o meu rosto a 1:30 da manhã lembrava o de traficante, mas revistaram todas as minhas coisas.
Um dos guardas chegou e perguntou algo em árabe. Eu respondi: "I don't speack arab."
Ele então me perguntou em inglês: "De onde você é?" Respondi: "Do Brasil." Ele olhou para o outro como se dissesse: "porque estamos revistando ele?"
Mas, logo terminou e eu pude sair do aeroporto.
Havia um táxi me esperando para me levar até a MEU (Middle East University). Cheguei à universidade já eram mais de 2:30 da madrugada.
O motorista me deu a chave e me indicou o prédio onde eu ficaria. Era o dormitório do colégio.

Dormitório da Middle East University (o quarto que eu fiquei 
é o último do último andar, no lado direito)

O número do quarto era 302. Subi as escadas carregando minha mala. Sempre fico em andares altos quando tenho que carregar coisas. É a famosa "Lei de Murphi".
Fui olhando os números dos quartos, e... uma surpresa... 303 e 301, mas onde está o 302?
Fui de um lado para outro e nada.
Quem já estudou em colégio interno sabe como é sair no corredor do dormitório de madrugada: os meus passos ecoavam pelo prédio.
Como havia uma porta entre o 303 e o 301, e não havia nenhuma identificação, decidi experimentar a chave. Eu tinha três chaves na mão, mas nenhuma funcionou.
Tive a idéia de tentar a chave no 303. Acordei o pastor que estava neste quarto. Pedi desculpas. Ele também tentou abrir a porta entre os quartos e nada. Na verdade ele era o responsável pelo Hope Channel na Inglaterra.
Ele disse:
_Se você não conseguir abrir a porta, pode dormir aqui no meu quarto, tem outra cama aqui.
Agradeci, mas fui atrás da portaria em busca de informações. Já eram 3 da manhã...
Andei em direção ao portão do colégio, onde havia alguém acordado, mas, me ocorreu: "e se ele não falar inglês?" Voltei.
Tentei mais uma vez abrir a porta.
Para aqueles que já moraram em colégio interno sabem que qualquer barulho no corredor numa hora como essa ecoa por todo o prédio. Acordei mais um: dessa vez era o pastor responsável pelos canais Hope Channel em línguas árabes, turco e farsi.
Contei a ele o meu problema e ... (fico até com vergonha de contar)
Ele sem tomar a chave da minha mão, tentou girar a maçaneta e... abriu.
A porta estava aberta.
Por favor, me dêem um desconto. Afinal eram 3 da madrugada e eu estava chegando de viagem. (rsrs)
O quarto era arrumadinho e tinha uma garrafa de água mineral. Na minha mente, logo pensei: será que é melhor que a água da Ucrânia? Não tinha muita diferença não. Mas quando se está com sede, se é molhada, já é bom.

Cidade de Beirute vista da janela do quarto do 
dormitório em que eu fiquei hospedado.


Refeitório do Menu do T,P,PA,G,F

O Desejejum

Faço questão de descrever o desjejum por que ele é bastante diferente do Brasil.
Notem o menú do café da manhã daquela terça-feira:
- Feijão
- Salada de tomate (na verdade tomates cortados em rodelas)
- Pepino (cortado em fatias compridas)
- Humus (pasta de gergelim e grão de bico)
- Uma outra pasta a base de iogurt
- Pão árabe fino
- Pão árabe grosso
- Suco
- Leite
- Sucrilhos

Prédio da União em Beirute no Líbano

Tomei o meu desjejum e fomos para o primeiro dia de reuniões. Elas ocorreram no prédio da União. Um lindo prédio ao lado da Universidade.
Alí eu fiquei sabendo de alguns dados que me deixaram bastante apreensivo.
O Pr. Amir, diretor do Al Waad Media Center, nos deu uma visão do trabalho na União que cobre essa região. Aqui vivem 200 milhões de árabes e 90% são muçulmanos. Isso dá uma proporção de 1 adventista para cada 150.000 não adventistas.
Nessa região temos apenas 2000 adventistas (essa quantia se refere a todo o território dessa união).
Aqui também temos a mais alta taxa de desemprego do mundo. Temos portanto muita frustração e manifestações de extremismo.
Um dos motivos de estarmos ali era a inauguração desse centro de midia. A idéia é preparar programas que respeitem o povo muçulmano e leve-os a Cristo usando suas cores e seus costumes. Construir pontes tratando os muçulmanos com amizade e amor.
No Líbano temos apenas 3 igrejas e a maior tem 45 membros.
No Egito temos cerca de 700 membros distribuídos em cerca de 9 igrejas.
A Síria é um grande desafio. A igreja foi fechada ali e oficialmente não temos igrejas na Síria. Temos apenas alguns poucos irmãos.
No Iraque temos 3 igrejas com cerca de 50 membros.
No Sudão, Golfo Pérsico e Kuwait temos alguns poucos membros.
Na Jordânia temos 4 igrejas e duas escolas.



Prédio principal da Middle East University

Ao sair para o almoço foi que reparei um pouco mais onde estávamos. Essa era a Middel East University. Fica num lugar muito agradável. Foi uma doação de uma família Iraquiana e desde 1939 tem procurado ensinar aos alunos o estilo de vida dos Adventistas do Sétimo Dia.
Sua posição é privilegiada, pois fica no alto de uma montanha de onde se avista toda Beirute e o mar Mediterrâneo.
Apesar de toda a estrutura, apenas pouco mais de 200 alunos estudam ali.

Vista de Beirute com o Mar Mediterrâneo

O Almoço
Chegou a hora do almoço e achei interessante o menú. Tinha praticamente tudo o que tinha no café da manhã, apenas sem o sucrilhos e o leite, adicionado de arroz.
Interessante. Tomate e pepino de novo, com pasta e pão árabe do grosso e do fino. (hummm, interessante.)

Grupo de obreiros representantes dos Hope Channel 
de diversas partes do mundo reunidos no Líbano.

Voltamos para as reuniões da tarde. Vários assuntos foram apresentados, mas o foco era as reuniões da Conferência Geral que ocorreriam no meio do ano e sua cobertura pela mídia Adventista e o canal em língua árabe.

O Jantar
Interessante o menu do jantar. 
O que vocês acham que tinha?
Adivinharam. O mesmo menú do almoço. Tomate, pepino, pão árabe, do grosso e do fino.
Bom esse foi apenas o primeiro dia, tinha certeza de que esse não poderia ser um menu de todo dia.

O próximo dia começou bonito. O frio aqui em Beirute não incomodava nada, porque estava em torno de 10 graus (positivos, é bom frizar).
Aaaa..... o café da manhã....
Mesma coisa: tomate, pepino, pão árabe, grosso e fino. Ahh... e claro leite e sucrilhos.
Almoço do dia?
t, p, p. a. gr e fino. (vcs já sabem)
Vocês não vão acreditar, mas todos os dias é o menu de todo o dia, e todo dia é o menu de sempre.
Não resistíamos a brincadeira. Algumas vezes algum do grupo perguntava: Ei chefe! Qual é o menu do almoço de hoje?
Acho que foi bom, porque começou a aparecer umas esfihas e uns pasteizinhos, mas sempre acompanhado de t e p com p.a. do grosso e do fino (rsrs).

Visitanto Baalbeck


A caminho das ruínas de Baalbeck

A sexta-feira foi um dia especial fomos em excursão até as ruínas de Baalbeck. Antiga cidade da Fenícia, no vale do Bekka, tornou-se colônia romana sob Augusto. A acrópole da cidade conserva importantes vestígios romanos.
Vale do BeqaaBekáa ou Al Biqâ‘ (do árabe البقاع,vale) é um vale fértil no Líbano, situado cerca de 30 km a leste de Beirute. O vale está localizado entre o Monte Líbano a oeste e as montanhas Anti-Líbano à leste. Os romanos denominavam o Vale do Beqaa de "Cesto de pão do Império", e ainda hoje ele permanece sendo a mais importante região de agricultura do Líbano, e um grande centro populacional xiita libanês.


O vale de Bekaa é um lugar muito fértil e bonito.


Chegamos ao lindo vale de Bekka e fomos para as ruínas de Baalbeck (literalmente poderíamos traduzir que o deus Baal era o senhor do vale.

Jonatan entre as ruínas de Baalbeck


Ruínas impressionantes


Jonatan em um dos portais da cidade antiga de Heliópolis (Baalbeck)

As gigantescas ruinas de Baalbec se encontram em meio à planície de Beqaa, entre as cordilheiras do Líbano e do Anti-Líbano. Foi chamada Heliópolis, "cidade do sol", pelos gregos e romanos. Sua origem recua até perder-se nas lendas antigas de baal, que era considerado " o controlador do destino humano". Durante os primeiros séculos da era cristã, Baalbec foi muito próspera e famosa. Seus edifícios, como os conhecemos agora, tiveram sua construção iniciada pelo Imperador romano Antonino Pio (138-161 d. C), e continuada por Septimio Severo e outros imperadores até Caracala (211-217 d.C).
Os romanos construiram Baalbec para honrar a Júpiter, a Baal e a Baco, e para impressionar as nações do Oriente com o poder e a grandeza de Roma. Na condição de centro adoração do Sol, ela tornou-se conhecida como a morada de um oráculo (centro de adivinhações). Foi visitada pelos principais governantes, e por pessoas importantes que vinham de todas as partes.

Altar onde eram feitos os sacrifícios


Essa pedra ficou para trás, talvez não conseguiram carregar.

Mas nossa primeira parada foi em um lugar muito especial. Um lugar onde os construtores esqueceram uma "pedrinha" da construção.
Quando olhei para essa pedra enorme, fiquei imaginando como deveria ser difícil levar esse material para o local da construção. Movimentar pedras que pesam toneladas, mesmo hoje com toda tecnologia moderna não é fácil.
Realmente os edifícios são impressionantes.
Entrada da fortaleza



Cidade no Vale de Bekaa

Na volta passamos pela cidade e fomos almoçar em um restaurante que ficava em uma montanha. Um lugar muito bonito, com linda vista da cidade de um lado e das montanhas nevadas do outro.
E o menu?
Tomate, Pepino, Pão Árabe do grosso e do fino.... hehehe
Brincadeira. Tinha isso também, mas tinha diversos tipos de pão árabes, salgados, pastas diferentes e deliciosas. Na verdade tinha muito mais coisas do que podíamos comer. 
Viu? Aqui também tem variedades, junto como TPPAGF.
Vista privilegiada das montanhas, da janela do restaurante.

Ainda no final daquela tarde passaríamos por Anjar.
Ruínas da antiga Anjar


Anjar (عنجر em árabe e Անճար em língua arménia), também cohecida como Haoush Mousa (حوش موسى, em árabe), é uma cidade do Líbano localizada no vale do rio Bekaa. A sua população é quse toda de origem arménia.
Foi construída como uma praça-forte pelo califa umaíade Al-Walid ibn Abdel Malek, no século VIII, com o nome de Gerrha, tendo sido mais tarde abandonada, deixando um grande número de ruínas bem conservadas, que foram inscritas pelaUNESCO, em 1984 na lista do Património Mundial.

O Sábado
No final de semana tivemos os cultos, que são feitos em inglês. Mas algumas coisas são em árabe.
Na sexta-feira à noite o Pr. Brad Thorp falou sobre o crescimento do Hope Channel em diversas regiões do mundo. E foi chamando os diretores das TVs que estavam presentes e ele foram contando das maravilhas que Deus tem feito em cada região.
A igreja estava completa. Na verdade é o auditório do colégio. A igreja de Beirute fica no pé da colina a cerca de umas 10 quadras do colégio.
A igreja estava cheia e cantaram lindos hinos.
O Sábado também foi uma bênção com a igreja cheia. Notem que quando falo igreja cheia, estou pensando em uma União onde temos 2.000 membros. Portanto para eles era um acontecimento toda aquela gente.
Auditório da Universidade no Sábado de manhã.


Domingo visitamos Biblos


Fortaleza impressionante em Byblos

Vista aérea de Byblos

Biblos (βύβλος) é o nome Grego da cidade Fenícia Gebal (outrora Gubla); era conhecida pelos Antigos Egípcios por Keben e Kepen. Aparentemente, os Gregos chamaram-lhe Biblos devido ao facto de ser através de Gebal que o byblos (βύβλος "o papiro Egípcio") era importado para a Grécia. Embora continue a ser referido como Biblos pelos escolásticos, a cidade é agora conhecida pelo nome árabe Jubayl (جبيل), de raiz Cananéia.
Ruas antigas em Byblos

Biblos situa-se na costa mediterrâniea do actual Líbano, a 42 quilómetros de Beirute. É um foco de atração para arqueólogos devido às camadas sucessivas de destroços que resultaram de séculos de habitação humana.
Por isso encontramos um anfiteatro, túmulos egípcios, fortes, centros de adoração, tudo de épocas diferentes.
Alfabeto Fenício (a origem de nossa escrita)

Olhando para um templo pagão com seus obeliscos, fiquei pensando, como em uma cidade, de onde originou o nome Bíblia, que é o livro sagrado que usamos hoje, adoravam a deuses e não ao Deus verdadeiro.

Templo dos Obeliscos em Byblos

No caminho passamos por uma praia chamada de "Bahia de Jonas". 
Gostaria de adivinhar por que?

Local, onde segundo a tradição, o grande peixe teria vomitado a Jonas

Exato. Esse é o lugar onde o peixe vomitou a Jonas. 
Claro que isso é apenas tradição, mas pode ter sido, porque não?
Claro que quando Jonas esteve aqui não estava tão cheio de gente (rsrs)


Inaugurando o Al Waad Media Center
Troféu que receberam do Hope Channel, e ao fundo a 
bandeira do Líbano e o logotipo do Al Waad Media Center

Foi um dia muito importante para a igreja, não apenas na região, mas em todo o mundo. Estava nascendo a futura TV Adventista em língua árabe. A Al Waad TV (ou TV da Promessa).

Funcionários do Al Waad (entre eles um brasileiro)

Conhecemos as instalações. E depois foi a inauguração em si. Com corte de fita, discursos e tudo o que tem direito. Foi um momento marcante.
Momento da inauguração, tesouras à mão.

Cenários do estúdio do All Waad

Tenho que agradecer a Deus pelas bênçãos que Ele tem me concedido. Essa foi mais uma. Estar presente em um evento tão marcante como esse. Na verdade este foi um dia histórico para a igreja mundial. Por isso pessoas importantes da igreja Adventista estavam presentes ali. E Deus me deu a oportunidade de presenciar esse acontecimento, ainda que eu não seja tão importante assim. Mas eu sei que sou importante para minha família e principalmente para Deus. E Ele quis me dar esse presente.

Entrada do Al Waad Media Center

O Jantar
Esse dia o jantar foi especial. Não tinha pepino, nem tomate, apenas pão árabe do grosso. Mas tinha muitas outras opções. Então sentimos até falda o t,p,pa,grosso e fino.
Comida especial para um dia especial
Um de nossos colegas, que mora na Korea, o Chanmin Chung, brincou com um pimentão na boca. Na verdade comeu todinho e disse que era no lugar do pepino. Koreano tem cada uma!!!
Chanmin Chung, que sempre brincava com a história do pepino 
em todas as refeições brinca com um pimentão na boca.

Saí de madrugada para pegar o meu avião de volta pra casa. Ventava muito, mas o vento não era frio. Mas eu estava preparado para o frio de Kiev, afinal de contas estava voltando pra casa.
Naquele dia no avião que saía de Beirute olhei para a minha bandeja com a minha comida vegetariana e qual não foi a minha surpresa em identificar o tomate e o pepino presente no menu. Acho que a coisa é de todo o dia mesmo, e claro de noite também.
Perguntando ao preceptor do colégio, um amigo brasileiro que está vivendo no Líbano, ele nos contou que esse é o menu eterno aqui neste colégio. Que coisa! Vai gostar de pepino assim lá em.... Beirute! Oras!

Cheguei em Kiev e não havia mudado muito. A neve continuava branqueando toda a paisagem e o frio firme nos -5 ou menos ainda.
Foi muito bom estar em casa de novo.

Preparando-se para viajar de novo
Ainda naquela semana fui à Embaixada da Moldova (Moldávia) para pedir o meu visto para vir para a Chisinau, a capital da Moldova.
O visto saiu e nem bem cheguei na segunda-feira e já estava saindo de novo na quinta-feira.
Viajar pode ser bom, mas quando é muito a gente prefere ficar em casa.